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Módulo 6 – Prevenção e proteção

Alguns eventos da vida são esperados, outros não. Nascemos, crescemos, envelhecemos e, por fim, morremos. Ao longo da vida, muitas coisas acontecem, boas e ruins. As surpresas boas são sempre bem vindas, mas as ruins nem tanto. Vamos tratar aqui da proteção e da prevenção de alguns eventos ruins, além de uma preparação para uma fase da vida muito especial, a aposentadoria.

6.1 Riscos a que estamos expostos

shutterstock_131185889-2A imprevisibilidade da vida pode nos trazer tanto coisas boas como problemas com os quais teremos que lidar. Entre as coisas boas e inesperadas, podemos, por exemplo, ganhar na loteria, ser escolhido para um emprego, receber uma promoção. Entre os acontecimentos ruins, podemos ficar doentes, sofrer um acidente, morrer, perder o emprego, ter um carro furtado; enfim, várias coisas podem acontecer, pois estamos vivos, e a vida possui riscos. Esses riscos podem ser tanto pessoais quanto patrimoniais.

O risco pode ser definido como um evento incerto ou de data incerta, que independe da vontade.sco pode ser definido como um evento incerto ou de data incerta,

Você pode lidar com o risco de três maneiras distintas: fazendo nada, formando uma poupança para eventualidades ou fazendo um seguro. Obviamente, cada escolha leva a uma consequência distinta e cabe a você decidir o que é melhor para você.

Ao não tomar qualquer atitude, você estará assumindo os riscos de ocorrência de uma situação inesperada, que, caso aconteça, poderá perturbar o seu equilíbrio econômico-financeiro.

Obviamente, se nada acontecer, essa é a escolha de menor gasto financeiro. O grande problema dessa escolha é que não adivinhamos o futuro, e eventos inesperados ocorrem com alguma frequência.

A segunda alternativa, formar uma poupança para eventualidades, tem menos riscos que a escolha anterior, mas é necessário ter muita disciplina para colocá-la em prática. Nessa situação, você decide constituir uma poupança em separado para lidar com circunstâncias não esperadas.

Entretanto, para que isso funcione bem, é necessário que três coisas aconteçam:

1) você não pode cair na tentação de utilizar os recursos para o consumo; 2) tem de contar com a sorte de que não aconteça nada enquanto você está formando sua poupança; e 3) que não ocorram eventos que custem mais do que o valor separado por você para essas eventualidades.

A terceira alternativa é contratar um seguro. Note que, ao fazer essa escolha, você tem de ter um seguro específico contratado para cada eventualidade (risco), por exemplo, seguro para automóvel, seguro de vida, seguro-saúde, seguro residencial, e assim por diante.

6.2 Medidas de proteção e prevenção de riscos

Não é pelo fato de não termos total controle sobre as diversas situações da vida que somos totalmente impotentes diante dela. Talvez não tenhamos condições de saber se e quando nosso automóvel será furtado, ou se ficaremos doentes, mas certamente podemos tomar medidas para minimizar essas possibilidades. Agindo preventivamente, podemos reduzir os riscos a que estamos expostos.

a) Medidas de redução de riscos

Agir preventivamente, ou minimizar os riscos, consiste em tomar atitudes que coíbam, dificultem e/ou minimizem as chances de que um evento indesejado ocorra.

Vamos pensar um pouco. Imagine que você tenha um automóvel. O que você poderia fazer para reduzir a possibilidade de furto? Não parar o carro em locais isolados ou mal iluminados e instalar dispositivos antifurtos são atitudes que poderiam ser tomadas para se reduzir o risco de furto.

O que você poderia fazer para evitar ficar doente? Sobre isso, é possível tomar vacinas, ter alimentação saudável, fazer exercícios físicos etc.

E o que você poderia fazer para evitar problemas com o cartão de crédito? Algumas dicas sobre isso seriam nunca perdê-lo de vista, jamais emprestá-lo, guardá-lo em local seguro, cuidar do sigilo da senha etc. Além disso, ao usar a internet para realizar transações financeiras, tenha em mente que é necessário que estejam instalados antivírus e firewall atualizados em seu computador.

Evite usar redes e computadores públicos para essa finalidade e tenha cuidado com os sítios que você acessa.

b) Seguros

Outra forma de nos prepararmos para os imprevistos da vida é por meio da contratação de seguros.

Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep) , órgão do governo que controla e fiscaliza as empresas seguradoras, seguro é um contrato pelo qual uma das partes se obriga, mediante cobrança de prêmio, a indenizar a outra pela ocorrência de determinados eventos ou por eventuais prejuízos previstos nas condições contratuais. O segurador e o segurado são obrigados a guardar, no contrato de seguro, a mais estrita boa-fé e veracidade a respeito do objeto segurado e das declarações a ele concernentes.

Os elementos de um contrato de seguro são:

• risco: evento aleatório;

• segurado: pessoa interessada no bem exposto ao risco;

• segurador: instituição que assume a responsabilidade pelos pagamentos de indenizações;

• prêmio: pagamento efetuado pelo segurado ao segurador, custo do seguro;

• indenização: pagamento dos prejuízos decorrentes de um sinistro coberto.

Vários são os motivos para se contratar um seguro, entre eles: obter tranquilidade, evitar prejuízos maiores do que o seu orçamento possa suportar, evitar transtornos e complementar as medidas de redução de riscos.

A necessidade de se contratar um seguro também é de cunho pessoal e varia em cada caso concreto : portanto, contratar ou não seguros dever ser uma escolha pessoal. Tome a decisão de contratar um seguro de forma consciente.

6.3 Cuidados na contratação de seguros

Caso opte pela contratação de um seguro, existem algumas dicas importantes para que você faça um bom negócio:

• compare preços. O seguro é um produto como outro qualquer; no entanto, tome o cuidado de comparar produtos iguais, com as mesmas características, como cobertura e valor do prêmio do seguro;

• leia atentamente o contrato de seguro, prestando atenção às cláusulas referentes à
garantia e aos riscos excluídos da cobertura do seguro;

• não minta nem omita informações solicitadas quando o contrato exigir declarações.
Essas informações devem ser verdadeiras, para que você tenha a segurança de que receberá a indenização nos casos previstos no contrato;

• consulte a Susep. Lá você encontra informações valiosas para realizar uma boa contratação de seguros.

6.4 Importância do planejamento da aposentadoria

shutterstock_129491627-2Pessoa derrubando dominós enfileiradosDe acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o brasileiro, em 2012, tinha uma expectativa de vida de 74,5 anos. Isso significa que, em 2012, ao nascermos, era esperado que, em média, nós, brasileiros, somente fôssemos viver até os 74,5 anos. É claro que estamos falando de média, ou seja, algumas pessoas vivem muito mais ou muito menos que isso.

De qualquer forma, envelhecer é um evento natural e esperado. Por ser esperado, é muito importante que nos preparemos financeiramente para envelhecer, pois todos nós queremos chegar lá com qualidade de vida, não é mesmo? Vamos, então, falar de aposentadoria, ou melhor, da preparação financeira para a aposentadoria.

Vamos começar fazendo algumas perguntas: o que você quer fazer no futuro, quando aposentar-se? Fazer o que gosta? Ter sossego, segurança? Viajar? Ter qualidade de vida? Manter o mesmo padrão de vida de hoje? Seja qual for o seu desejo, é preciso preparar-se. Então, como você pretende atingir isso?

O planejamento para a aposentadoria exige fazer essa reflexão. É por isso que preparar-se para a aposentadoria envolve diferentes aspectos: os desejos, os sonhos e as escolhas de cada um. E seja qual for a sua escolha, uma coisa é certa, haverá implicações financeiras. O Planejamento da aposentadoria é um dos aspectos mais importantes da educação financeira. Vamos tratar agora de três pontos bastante importantes para você refletir e que vão afetar a sua aposentadoria.

1. A incerteza do futuro e o aumento da expectativa de vida

Em 1980, a expectativa de vida do brasileiro estava em 62,5 anos. Isso significa que, em 30 anos, a esperança de vida do brasileiro aumentou 12 anos, atingindo os 74,5 anos em 2012. Mas nós sabemos que o futuro é incerto. Ninguém sabe até quando vai viver. Você pode esperar viver 73 anos, mas pode chegar aos 80 anos “vendendo saúde”. Isso seria ótimo, não? Você sabia que isso está cada vez mais frequente? Que tal preparar-se para viver com qualidade? Sejamos otimistas!

Você quer uma notícia boa? Até 2050 é provável que a expectativa de vida do brasileiro ultrapasse os 80 anos! Então, vamos nos preparar para viver mais e com qualidade.

2. Aumento do custo de vida

O aumento do custo de vida na terceira idade é mais um ponto para cautela. Muitos gastos sobem quando já estamos aposentados. Esse é o caso, por exemplo, dos gastos com planos de saúde e com medicamentos em geral. Certamente, esse é mais um caso que varia de pessoa para pessoa, de família para família, sendo mais um ponto para cautela na hora de planejar a sua aposentadoria.

3. Concretização de sonhos

Para alguns, a aposentadoria pode envolver a realização de viagens e cursos ou a dedicação a hobbies e a projetos sociais. São projetos que devem ser planejados, além da manutenção do padrão de vida desejado. Ou seja, se faz parte do seu projeto de aposentadoria, por exemplo, uma viagem longa a cada dois anos, os custos dessa viagem devem ser planejados. O mesmo vale para quem quer se dedicar a uma nova profissão, por exemplo. Que tal pesquisar o preço do curso e outros custos envolvidos para cursá-lo?

6.5 Quem precisa se preocupar e quando começar a se preocupar?

A princípio todos nós devemos nos preocupar com a aposentadoria, independentemente da idade. Sabendo que dinheiro tem valor no tempo e que os juros compostos fazem crescer o montante de forma exponencial, é importante fazer um bom planejamento para o longo prazo e, quanto maior for o prazo, mais os juros podem trabalhar a nosso favor. Assim, uma regra básica para o planejamento de sua aposentadoria é:

Quanto antes você começar a investir em sua aposentadoria, menor será o aporte necessário para concretizar os seus sonhos. Portanto, que tal começar … hoje?

Uma boa sugestão é dar início à poupança para a aposentadoria no momento em que começamos a trabalhar e a receber salário. Que tal poupar uma parte do seu primeiro salário para sua aposentadoria? Ainda que você tenha deixado para depois, a regra do “o quanto antes, melhor” permanece válida. Portanto, se ainda não começou, por que não agora? Não deixe o seu futuro, os seus sonhos nas mãos de ninguém. Faça algo por eles.

6.6 Opções financeiras para a aposentadoria

Quando falamos em nos planejar financeiramente para a aposentadoria, não estamos restritos a uma ou duas opções financeiras. Existem diversas maneiras para formarmos um fundo financeiro visando à aposentadoria. O primeiro passo é conhecermos as opções. A partir desse conhecimento, podemos montar um plano e escolher as opções mais adequadas para nossas características, considerando idade, perfil, renda, fontes de renda.

O Sistema Previdenciário Nacional (SPN) está dividido em dois grupos:

• a previdência social, que abrange os servidores públicos, e a previdência do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em que estão alocados os trabalhadores contratados no regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), os trabalhadores domésticos e os autônomos; e a previdência privada, que inclui as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) e as Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC).

a. Planos obrigatórios

São aqueles que não nos permitem escolher se vamos ou não fazer a contribuição. Eles são obrigatórios dependendo da situação em que nos encontramos no mercado de trabalho (exemplos: CLT, servidor público etc.).

Uma pessoa que trabalhe em uma empresa privada com carteira assinada obrigatoriamente estará inscrita no RGPS, administrado pelo INSS; e a empresa é obrigada a recolher as contribuições (parte do empregado e parte patronal) diretamente para o INSS. Conheça mais acessando o link http://www.previdencia.gov.br.

Já um servidor público federal está inscrito em um regime próprio de previdência social (exemplo: Contribuição para o Plano de Seguridade do Servidor Público – CPSS) e tem descontado em sua folha de pagamento o valor da sua contribuição.

Nesses casos, o cidadão é obrigado a participar do regime que lhe cabe. Porém, fique atento!

Mesmo sendo obrigatórios, é importante conhecer as características desses planos, saber quais são os direitos e deveres do segurado e como acessá-los.

Independentemente do regime de que você participe, é fundamental verificar se ele será suficiente para a realização de seus projetos durante a aposentadoria. Caso contrário, uma boa sugestão é que você providencie uma complementação.

b. Planos complementares

Os planos conhecidos como complementares têm esse nome devido à ideia de que eles se somam aos planos obrigatórios. Eles vão complementar a aposentadoria. Trata-se de um esforço do indivíduo para manter ou ampliar as suas receitas financeiras no momento da aposentadoria.

Os planos complementares são de dois tipos: os planos de previdência complementar fechada e os de previdência complementar aberta. Vamos falar um pouco sobre cada um deles.

Previdência complementar fechada: as EFPCs são aquelas patrocinadas por empresas privadas ou associações que, por meio do vínculo empregatício ou mesmo associativos, oferecem aos seus empregados os respectivos planos de complementação de aposentadoria. São administradas por fundações ou por sociedades civis e constituem os chamados fundos de pensão.

Frequentemente, com o objetivo de estimular os funcionários a aplicar nesses fundos, são oferecidos pela empresa valores iguais aos depositados pelos funcionários (até certo percentual).

Os funcionários de empresas que oferecem planos de previdência complementar devem estudar com atenção essa possibilidade. É importante conhecer bem o seu funcionamento.
Para isso, sugerimos alguns questionamentos que você pode fazer para que sua escolha seja a mais adequada:

• quais são os planos disponíveis?

• quais são os valores de contribuição da empresa?

• quais são as regras para casos de demissão?

• quais são as taxas cobradas?

É fundamental, também, você saber que existe um órgão do governo que fiscaliza e supervisiona as atividades das entidades fechadas de previdência complementar. Trata-se da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Mais informações poderão ser encontradas no endereço http://www.mpas.gov.br/previc

Previdência complementar aberta: as Entidades Abertas de Previdência Complementar

(EAPCs) são entidades constituídas sob a forma de Sociedade Anônima e estão autorizadas a instituir planos de previdência complementar aberta, que podem ser comercializados por bancos, corretores, seguradora e outras instituições. O mais conhecido é o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL). Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) – Apesar de ser um tipo de seguro, o VGBL pode ser utilizado como opção financeira para a aposentadoria.

O PGBL e o VGBL têm características e nome parecidos, porém são submetidos à tributação diferenciada. Para conhecer mais sobre eles, acesse o Guia de Orientação e Defesa do Segurado, produzido pela Susep, e estude as características de cada um, antes de decidir se algum deles é adequado para você. É a Susep o órgão do governo que controla e fiscaliza as entidades de previdência privada aberta.

c. Estratégia independente de planejamento da aposentadoria: vantagens e desvantagens

Outra opção para o planejamento da aposentadoria é seguir uma estratégia independente, que consiste na “autoadministração” de investimentos, visando a sua aposentadoria. Ao seguir essa estratégia, você se torna gestor dos seus investimentos e passa a ser o responsável pelas escolhas de produtos e pela decisão dos momentos de compra ou venda dos ativos. Em outras palavras, você decidirá se vai investir em poupança, CDB, títulos públicos, ações, imóveis etc. Como tudo na vida, seguir essa estratégia possui vantagens e desvantagens.

Vantagens

• Possibilidade de maior retorno financeiro devido à eliminação de intermediários.
• Liberdade na administração do dinheiro.
• Possibilidade de aprendizagem (o investidor deve ler, fazer cursos e se envolver com seus investimentos financeiros).

Ponha em prática

fiquedeolho• Esteja consciente dos riscos a que estamos expostos. Acidentes, furtos e doenças podem ocorrer, mas dirigir com cuidado, fechar portas e janelas ao sair de casa e passar fio dental são alguns bons exemplos de ações de prevenção aos riscos a que nos expomos.

• Planeje sua aposentadoria, atentando-se aos vários aspectos da vida. Prepare-se para as atividades que fará ao se aposentar. Cuide da saúde física, emocional, mental e financeira.

Para manter a qualidade de vida hoje e no futuro, você precisa estar sempre consciente das suas ações.

• Faça simulações de planos de previdência nos websites das seguradoras. Ao simular, procure variar o valor que pretende contribuir, a data de saída (de aposentadoria) e o valor do benefício. Veja em que condição isso melhor pode atender as suas necessidades atuais e futuras.

• Que tal começar hoje mesmo seu plano para aposentadoria? Pesquise formas de aplicação e planos de previdência complementar. Depois de escolher a melhor opção para o seu caso, aja! É muito comum irmos deixando a ação efetiva para o futuro, que acaba nunca chegando.

• Analise as vantagens e as desvantagens de ter um plano autoadministrado de aposentadoria.

Afinal de contas, somente você pode saber o que é melhor para sua vida e para sua aposentadoria.

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